Viajar com crianças pequenas – parte 2 (o vôo)

VOO

 

Tivemos muitos momentos “família atrapalhada”, mas acho que, no geral, foi mais fácil do que quando era apenas o Arthur (acho que estamos ficando mais experientes! 🙂 ).

 

Acho que o principal motivo de eu achar que foi mais fácil, é que fico menos tensa com a viagem. A primeira vez que viajamos com o Arthur eu achava que ele ia ter dor de ouvido, que não suportaria ficar no colo o vôo todo, que iria começar a chorar sem parar…enfim, coisas de mãe de primeira viagem. Desta vez eu estava mais calma, sabia que o Arthur ficaria quietinho (mesmo que para isso eu tivesse que usar de um recurso poderoso aqui em casa, o IPAD) e que o Otávio provavelmente não teria dor de ouvido (afinal a chance dele ter dor de ouvido é a mesma que a de nós, adultos, termos!) e que se ele chorasse, infelizmente as pessoas teriam que ouvir ele chorar até eu conseguir acalma-lo. Eu não me importo mais se as pessoas vão se incomodar com o choro. Claro que não quero ver meu filho chorar, e nem mesmo atrapalhar o vôo dos outros, mas não posso ficar preocupada com isso.

 

Mas tirando o estresse pré viagem, que diminuiu muito com o segundo filho, a viagem não é tão fácil assim.

Temos que ter muitas mãos para carregar tudo e mais as crianças. O que optamos por fazer foi despachar o carrinho de bebê apenas na porta do avião, assim seria um peso a menos nos braços (afinal, o Otávio é bem pedacinho!) e o carrinho também nos ajudaria a carregar bolsas (penduramos as bolsas nele). Na porta do avião eu entrei com os dois pequenos e o Lucas ficou lá embalando o carrinho (a companhia aérea te dá um saco para colocar o carrinho e protegê-lo). Enquanto isso fui acomodando o Arthur e as bolsas (neste momento com o Otávio no colo). Mas logo que o Lucas chegou no assento ele já guardou tudo e vestiu seu “super-canguru”, dessa forma o Otávio viajaria seguro e teríamos nossas mãos livres.

 

Tudo parecia bem, sem nenhuma atrapalhada né?! Mas deixei elas reservadas para agora:

 

– o Arthur derrubou 1 copo de suco na sua roupa e banco. Isso parece besteira, mas trocar a roupa de uma criança no avião não é tão simples assim. E depois de troca-lo, ainda tinhamos um banco todo molhado…o que fazer? Bom o comissário de bordo resolveu, trocou o assento dele (eu não sabia que eles carregavam assentos reserva).

– Quando entrou no avião o Lucas resolveu mandar uma mensagem para avisar que estávamos no avião. Após mandá-la ele desligou o celular e resolveu guardá-lo no bolso. Para nossas surpresa, quando chegamos na esteira pra pegar as malas, cadê o celular??? Ele caiu no avião e não podíamos voltar pra procura-lo. Falamos com a companhia aérea (TAM) e ninguém encontrou o celular (naquele momento). Fiquei bem brava, pensei até que alguém pudesse tê-lo roubado. Mas para minha surpresa, naquele mesmo dia consegui ligar para o número dele e um funcionário da TAM atendeu, dizendo que encontraram o aparelho e enviariam para a gente no dia seguinte (ainda tem gente honesta!!! fiquei tão feliz!).

– Na volta, saímos em cima da hora para o aeroporto, resultado: perdemos o vôo.  Conseguir um outro vôo, com um preço razoável não foi difícil. O difícil foi ficar no aeroporto com 2 crianças por 6 horas (eu não sairia de lá por nada, vai que eu perdesse o vôo de novo…).

 

Acho que depois deste post algumas coisas ficam de dicas:

 

– escolha um vôo que interfira menos na rotina das crianças (principalmente se for bebê). Aqui em casa preferimos vôos noturnos para viagens longas.

–  chegue cedo no seu check-in. Não apenas pra não perder o vôo, mas também para ter um bom lugar (inclusive com todos juntos) e embarcar com calma.

– despachar o carrinho de bebê na porta do avião facilita muito a vida, mas não esqueça de avisar, no balcão de check-in, que irá despachá-lo, pois ele tem que ser etiquetado e você precisará do saco para protegê-lo.

– livros, tablets ou outro aparelho que passe algum filminho ou joguinho (depende da idade do seu filho) torna o Vôo muito mais tranquilo para você e para seu filho.

– não esqueça de ter troca de roupa para seus filhos na bagagem de mão.

– bebês até 2 anos podem viajar sem pagar pelo assento (em vôos nacionais), eles pagam apenas a taxa de embarque, mas viajam no colo dos pais. Se você preferir pode comprar um assento para a criança e utilizar uma cadeirinha. A cadeirinha é igual a de carro, inclusive cabe no carro, porém ela tem tamanhos específicos (nunca vi para vender no Brasil, mas sei que tem várias importadas). Nós preferimos viajar com “o canguru”

– em Vôos internacionais (e alguns nacionais) as empresas fornecem um beicinho para seu bebê (existem restrições de peso). Ele auxiliam muito em vôo longos. Entre em contato com a empresa antes e se informe do que precisa ser feito para ter acesso a estes berços.

berço de avião

– leve lanchinhos (cuidado com as restrições da ANAC) para seus filhos. Nos Vôos curtos os lanchinho estão cada vez piores e nos mais longos podem servir comidinhas/lanchinhos que seus filhos não comem. Mas lembrem-se podemos carregar apenas pequenas quantidades e de alimentos industrializados.

– também leve na bagagem de mão remédios que poderá precisar durante o vôo.

– na  decolagem ou no pouso amamente ao seio, na mamadeira, dê chupeta ou água para seu filho. Isto alivia aquela sensação de pressão nos ouvidos.

– Evite viajar com crianças (e adultos também) se estiverem muito gripados. Uma simples gripe pode piorar muito pela pressão e levar secreção aos ouvidos. Mesmo que não piore a doença, a sensação é bem desagradável.

– muito cuidado com seus pertences no avião (mesmo que ainda existam muitas pessoas honestas).

 

Estas são as dicas que me lembro no momento, se eu lembrar de mais itens importantes atualizo o post ou coloco em outro. Mas o importante é manter a calma, afinal viajar é sempre bom!