Agosto Dourado

Bonito o título do texto de hoje né!? E pensar que muitos dizem que agosto é o mês do desgosto… Para nós pediatras é um mês de comemoração, educação e conscientização sobre o aleitamento materno. Nada mais adequado do que o dourado para simbolizar essa ação tão importante. Inicialmente existia uma semana que só tratavam deste assunto, agora o tema ganhou notoriedade e o mês foi indicado para debatermos sobre isso.
E claro, eu não podia deixar de dar as minhas dicas por aqui, e abrir os meus canais de comunicação para dialogarmos sobre o assunto que gosto tanto: amamentação.

Este ano, o tema da campanha promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é “trabalhar juntos para o bem comum”, voltado para a conscientização importância do trabalho em equipe do pediatra, do pai, da família para o sucesso da amamentação.

Mas talvez nem todos entendam do porquê de tanto empenho em estimular a amamentação. Bom, gosto de sempre destacar os benefícios do leite materno para o crescimento saudável do bebê, pois o leite contém água, proteínas, açúcares e gorduras, além das vitaminas e fatores de proteção que ajudam o sistema imunológico. Já para as mamães que estão amamentando o ato do aleitamento pode prevenir o câncer de mama e de ovário, reduzir o risco de depressão pós-parto, hemorragia uterina e a perda de ferro, e também contribui com a perda daquele pesinho extra que sobrou da gestação.

Bom, mas a ideia hoje é debater a importância de outros persnagens, que não a mãe e o bebê, no sucesso da amamentação.

Após a chegada do bebê, algumas dúvidas, dificuldades e inseguranças podem surgir, e para isso, é fundamental que a mãe tenha uma rede de apoio.

Mas quem é essa rede de apoio? O que ela pode fazer?

Toda essa mobilização engloba desde a família e amigos, até a equipe de saúde, composta pelo pediatra, obstetra, consultora de amamentação e quem mais for preciso.

Vou dar alguns exemplos, que costumo dar no consultório, para vocês entenderem melhor:
Logo no início, uma queixa frequente é que amamentar dói. Pois é, as vezes dói, mas a principal causa para isto é a pega errada. Nesta hora é fundamental a avaliação do pediatra, que pode ajudar observando a mamada e posicionando o bebê, de uma forma confortável, que melhore a pega. Outras vezes além do pediatra pode ser que seja necessário a intervenção de uma consultora de amamentação, que vai até a casa daquela família ajudar neste momento tão delicado.

Outro exemplo de como a rede de apoio pode ajudar, é pensar em qual o papel do pai durante a mamada, afinal parece algo tão reservado apenas à mãe. Que tal o pai buscar um copo de água enquanto a mãe dá o peito? Mamãe que amamenta tem muita sede! Ele também pode segurar o bebê enquanto a mãe se ajeita para colocar o filho no seio, ou segurá-lo para arrotar enquanto após a mamada.

E toda a família e amigos podem e devem ajudar, que tal lavar a louça, ou fazer uma comida gostosinha? A lactante costuma ter muita fome, e precisa se alimentar bem!

A família e os amigos também devem respeitar a hora da mamada, algumas mamães preferem se ausentar para ficar com seu filho neste momento e é importante que isto seja respeitado, afinal o estresse pode atrapalhar a ejeção do leite.

Enfim, eu poderia escrever um livro para vocês sobre amamentação, porém, isso é um blog né rsrsrsrsrrs. Então, deixo meu recado aqui, frisando a importância da amamentação sempre!

Em breve novos assuntos serão debatidas neste canal. Conto com a interação de vocês aqui e nas minhas redes sociais: @mamaepediatra, facebook.com/dicasdamamaepediatra